quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Falando de reciprocidade


Mesmo tendo um temperamento meio melancólico, geralmente tenho bom humor. Eu gosto de fazer as pessoas sorrirem, não que eu seja comediante ou palhaço, ou brincalhão o tempo todo, mas eu adoro falar alguma coisa na tentativa de arrancar um sorriso, uma risada, mesmo que eu fale a maior asneira sem noção do universo galáctico extraterrestre (rs... viu só?). Sou meio bobo mesmo, apesar de normalmente me terem como sério. Não faço isto pra ser "o engraçado" (não sou muito) e nem pra aparecer, quem me conhece sabe o quanto sou bicho do mato e o quanto preciso superar ainda minha timidez (que me atrapalha muito, por sinal). Faço isto geralmente porque gosto que as pessoas com as quais me relaciono (e me são simpáticas) estejam alegres, se sintam bem. Se eu pego uma pessoa boba que nem eu, sai muita zoação, muita bobagem, é só "dar corda"(...rs...). Muitas vezes brinco com quem nem tenho intimidade ainda, tentando me aproximar por ter consideração e apreço ou por achar interessante (talvez pra ser notado por ela, chamando a atenção), brinco pra tentar quebrar o gelo. Acho que uso inconscientemente o senso de humor pra quebrar a timidez, sei lá, Freud explica. Vai a brincadeira e volta às vezes o outro lado da moeda, de vez em quando "quebro a cara" com alguém que tento me aproximar, às vezes sou ignorado completamente e outras vezes não dão muita confiança. É um pouco frustrante, mas isto faz parte da vida, sempre vai acontecer, é inevitável. É claro que em alguns casos também acabo me fechando pra uma aproximação, fico mais na minha, sério, depende de cada pessoa; mas geralmente se brincam comigo eu dou corda.

Falei este monte de coisa a meu respeito (quando eu crescer vou saber se são coisas infantis ou não...rs...) só pra abordar um ponto, que é a expectativa que temos de receber de volta pelo menos um pouco daquilo que doamos: reciprocidade. Digo reciprocidade não naquele sentido interesseiro de dar para receber(troca) e nem de "investir" para ter um "lucro", mas no sentido de reconhecimento, gentileza ou consideração. Muitas vezes o que fazemos a alguém nos faz esperar uma boa atitude de reciprocidade e nem sempre isto acontece.

Tratar bem, cumprimentar, ser simpático, agradar, brincar, demonstrar interesse genuíno, ajudar, etc., todas estas coisas devemos fazer sempre, mas o que acontece quando não temos a reciprocidade esperada? Resposta: Paramos de fazer. Desta lista citada talvez o brincar a gente deva parar mesmo, algumas pessoas não gostam de brincadeira pro lado delas (ou nos acham chato...rs...), mas o resto... bom... o resto a gente corta de vez, e tome indiferença pra cima do cidadão.

Se alguém não me cumprimenta de volta, eu não cumprimento mais (a menos que ele tome a iniciativa). Se alguém me trata mal eu posso até não tratá-lo mal, mas também não trato bem, sou frio. Se alguém é antipático comigo eu fecho a cara pra ele, fico frio também. Se alguém não me ajuda quando preciso eu não faço esforço nenhum mais pra ajudá-lo, só se ele pedir mesmo. Isto é a nossa natureza, espera reciprocidade em tudo e às vezes até devolve com juros e correção o que de ruim recebemos. Quando paro pra refletir no exemplo que Jesus nos deu, no que o evangelho nos ensina sobre retribuir o mal com o bem, vejo que careço muito da graça de Deus pra ser diferente do natural, dar um testemunho diferenciado, fazer o bem a todos, inclusive a quem não merece nada. Que Ele tenha misericórida e ajude a mim e a cada um que se diz cristão a não sermos orgulhosos. Pode ser que seja mais fácil retribuir o mal com o bem se a gente pensar que estamos fazendo o bem a Deus, não à pessoa. É uma forma de "enganar" a dureza de nosso coração.

Talvez a única coisa que nos faça mal e a gente deva devolver na mesma moeda seja o desinteresse e desapego do outro na vida amorosa, quando não somos correspondidos. Devemos esquecer a pessoa sentimentalmente pro nosso bem, e lógico que lembrando de nunca desejar ou fazer mal a ela, mesmo que ela nos tenha feito algum.

E quanto à reciprocidade que esperamos de Deus pelo que fazemos por Ele? Muitas vezes esperamos uma "bênção-prêmio" por nossa obediência ou coisa assim, achando-nos merecedores de ganhar algo que muito desejamos. E se não tivermos a cabeça no lugar, discernimento, senso da realidade espiritual, damos espaço pra um sentimento de frustração para com Ele. Na verdade se tivéssemos que receber tudo que merecemos Dele, coitados de nós! Estaríamos lascados se nossas falhas para com Ele fossem retribuídas na mesma moeda. Pra ser sincero, depois de tudo que Ele já nos perdoou e fez a nosso favor a gente não devia nem pedir mais nada, e ainda por cima somos muito ingratos. Sorte a nossa Dele não ser como a gente!

2 comentários:

  1. Olá, Fabiano.

    Eu também sou assim brincalhona de graça rss
    E quando percebo que a pessoa é meio turrona eu pego leve. Mas quando é da minha intimidade eu insisto, pode ser o mau humorado que for rss

    Ah, mas são tantas as nossas falhas que só mesmo a misericórdia de Deus nas nossas vidas.

    E como diz você, se a gente bem soubesse não Lhe pediria nada. Afinal, estamos no lucro e nem sabemos!

    Sabe, lembrei-me do poema de amor incondicional que postei lá no blog dias atrás colado do blog "A Razão da Esperança", da miguxa Dri.

    Se quiser dar uma espiadinha, de repente você vai amar como eu amei também :)

    Permita-me colar o link:

    http://reginafarias.blogspot.com/2010/12/poema.html

    Deus te abençõe.

    Rê.

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  2. Olhei lá, realmente é muito lindo mesmo, Regina.

    Seja sempre bem-vinda! Fica com Deus!

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